Sintelmark lança programa de inclusão de pessoas com deficiência no setor de contact center

Entidade assina parceria com Instituto Modo Parités, que deverá gerar centenas de novas oportunidades profissionais

São Paulo, 8 de maio de 2017 – A Lei de Cotas (Lei 8.213/91), que estabelece percentual mínimo às empresas com mais de 100 funcionários para a contratação de pessoas com deficiência, completará, em julho de 2017, 26 anos em vigor e, mesmo depois de todo este tempo, ainda enfrenta dificuldades para o seu cumprimento efetivo. Entre os maiores entraves apontados pelas empresas, estão a falta de mão de obra qualificada, adaptações estruturais e até mesmo um trabalho cultural para que a ação não se restrinja somente ao cumprimento de uma norma, sem levar em consideração o bem estar deste profissional, sua permanência e desenvolvimento na organização.

Diante da grande dificuldade do setor de contact center em garantir a contratação de pessoas com deficiência e reabilitadas nos índices estabelecidos em lei e o compromisso de promover a inserção destes profissionais de forma efetiva e sustentável, o Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark) firmou um termo entre as instituições associadas e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com definição de prazos e o compromisso de apresentação de um plano de ação para promover, gradativamente, estas contratações.
A assinatura do acordo contou com a participação do auditor e coordenador do programa de inclusão das pessoas com deficiência, do Ministério do Trabalho, José Carlos do Carmo, que enalteceu a iniciativa da entidade ao criar um programa que visa gerar oportunidades e ajudar no cumprimento da Lei de Cotas.
A partir desta iniciativa, o Sintelmark estabeleceu parceria com o Instituto Modo Parités, e lançou, no último mês de abril, um programa que auxiliará as instituições; com uso de metodologia especializada para a realização de diagnóstico, mapeamento de acessibilidade e da cultura organizacional, além de diversas outras ações técnicas, na viabilização das contratações e no processo de acessibilidade das empresas, considerando todas as peculiaridades do segmento e das atividades desenvolvidas.

Segundo o diretor executivo do Sintelmark, Stan Braz, a ação da entidade caminha para o objetivo premente de propor soluções completas para que o setor seja referência na inclusão social. “Buscamos um programa de alta qualidade às empresas; que certamente se beneficiarão desta consultoria, respeitando as especificidades de cada atividade, com ajustes que, certamente promoverão a contratação de mão de obra qualificada e altamente produtiva para as funções destacadas”, informa.
Etapas:
Na primeira etapa, que se inicia neste mês de maio e vai até agosto, será realizado o Diagnóstico de Inclusão e Cultura Organizacional, que integra diversos mapeamentos. "Nosso objetivo é contribuir da forma mais eficaz e precisa, respeitando a identidade e característica de cada setor, e valorizando tudo o que já foi construído até aqui" explicou Ivone Santana, fundadora e consultora em inclusão social e sustentabilidade do Instituto Modo Parités.
Após este trabalho, serão realizados módulos de capacitação junto aos gestores destas instituições, com base em informações da consultoria e do mapeamento realizado, que englobarão entre outras frentes, informações e orientações sobre legislação, tipos de deficiência, seleção, atração, retenção e desenvolvimento dos profissionais. Serão, ainda, elaborados indicadores, por meio de ferramentas de gestão, com acompanhamento de boas práticas e contratações realizadas.
De acordo com Stan Braz, o ano de 2017 marca um período de bastante proatividade, com a integração entre a entidade patronal e as empresas associadas, em um compromisso conjunto e comum que deverá convergir em mais ações de responsabilidade social e inclusão profissional. “Evidente que se trata de um grande desafio, para um dos setores que mais emprega no Brasil. Estamos bastante otimistas e preparados para abraçá-lo”, ressalta.
Sobre a Lei:
A Lei 8213/91 exige que toda empresa de grande porte – com cem ou mais empregados – deverá preencher de 2% a 5% dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência habilitadas, na seguinte proporção:
De 100 a 200 empregados - 2%.
De 201 a 500 empregados - 3%.
De 501 a 1.000 empregados - 4%.
De 1.001 em diante - 5%.

Sobre o Sintelmark
Fundado em 1996 para representar juridicamente as empresas de contact center, que estão entre as maiores empregadoras do país, o Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos (Sintelmark) atua com a finalidade de unificar o setor e ajudá-lo a superar os desafios. Mais informações no www.sintelmark.org.br.

Voltar

O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.